O milenar embate de deuses

"Na mitologia grega, havia uma deusa chamada Atena. Filha do maior dos deuses, ela nasceu revestida por uma armadura. Ela era Atena, a deusa da guerra! Mas ela detestava aguerra e só lutava para se defender. Houve batalhas contra o impiedoso Ares, os gigantescos Titãs e, por fim, contra Poseidon. Essas disputas divinas envolviam os humanos em batalhas sem fim... No campo de batalha, havia jovens que protegiam Atena: os Santos. Vindos dos quatro cantos do mundo, eles eram dotados de força e coragem. Leais a Atena, que odiava exércitos, seus corpos eram as únicas armas de que dispunham para lutar. Eles eram capazes de romper o céu com as mãos e abrir a terra com os pés. Ainda hoje, sempre que as forças do Mal se manifestam, ressurgem os Santos da esperança. Seus nomes não constam na mitologia, mas eles sempre serão os Santos de Atena." Palavras de um sábio grego na primeira edição do mangá.

Na história Saint Seiya, os eventos narrados acima aconteceram há cerca de 4 mil anos, tempos conhecidos como a Era Mitológica. De fato, a mitologia dos antigos gregos da nossa realidade é povoada por deuses, semideuses e monstros fantásticos. Esses deuses são criaturas imortais que personificam os fenômenos naturais. Os gregos viam seus deuses como criaturas de razão e emoções humanas e, na grande maioria dos casos, também de formas humanas. Apesar de não poderem ser mortos, podiam ser feridos e até mutilados.

Os principais deuses gregos deuses residiam no Monte Olimpo, sendo portanto chamados deuses olímpicos. Eram liderados pelo grande deus Zeus, irmão do imperador dos oceanos Possêidon e do senhor dos mortos Hades. Zeus teve diversos filhos, entre os quais estão Atena, que presidia a guerra defensiva e razoável; e Ares, que presidia a guerra brutal e ignorante.

Abundam histórias em que deuses e deusas se fazem homens e mulheres para caminhar pela terra e interagir com os mortais. Em Saint Seiya, a cada 200 ou 300 anos, Atena reencarna num bebê mortal, para combater o Mal e defender a justiça. Porém, outros deuses, como os já mencionados Ares e Posseidon e também Hades, podem fazer o mesmo. Cada deus que desce ao mundo mortal reúne em torno de si uma legião de guerreiros dotados de poderes divinos, aos quais nos referiremos como Cavaleiros. Os Cavaleiros de Atena são chamados de Santos de Bronze, Prata e Ouro (Bronze, Silver & Gold Saints), os de Posseidon, de Marinheiros (Mariners), e os de Hades, de Espectros (Specters). Foi dito que a história traz inúmeras comprovações da existência dos Santos: a derrota de Napoleão, o fracasso da invasão mongol, o declínio do Império Romano,... Enfim, todas as reviravoltas históricas que as pessoas consideravam impossíveis são obra dos Santos.

Apesar de deterem poderes sobre-humanos, os corpos dos Deuses e dos Cavaleiros são mortais, e tão vulneráveis como o de qualquer ser humano. Portanto, foram criados armaduras sagradas para protegê-los. As armaduras usadas pelos Deuses são chamadas de Trajes Divinos (God Cloth), enquanto cada legião de Cavaleiros possui um tipo de armadura específica: Trajes de Bronze , Prata e Ouro (Bronze, Silver & Gold Cloth) para os Santos, Escamas (Scales) para os Marinheiros e Suplícios (Suplices) para os Espectros.


O Poder do Cosmo

O poder divino manifestado pelos deuses e cavaleiros está ligado à criação do Universo. A origem da Terra, dos seres vivos, das estrelas da galáxia e das milhões de nebulosas é uma só: o Big Bang, a explosão da qual o Universo nasceu. As pessoas são feitos dos mesmos átomos que as estrelas, logo, todos os corpos são microcosmos nascidos do Big Bang. Os deuses e cavaleiros desenvolvem uma força sobre-humana graças à explosão do Universo que eles contém. Assim, podem rachar montanhas e pulverizar estrelas. É um poder de destruição ilimitado, que pode fissurar um átomo.

Mais especificamente, o poder cósmico caracteriza-se pela manipulação de diversas energias, a depender da técnica individual, e da capacidade de se mover a velocidades sobre-humanas. Cavaleiros medíocres, como os Santos de Bronze, são capazes de romper a barreira do som, movendo-se à velocidade de mach 1. Considerando o fato de que a velocidade do som é de 340 metros por segundo, isso significa que eles podem desferir cem golpes por segundo num adversário situado a 3,4 metros. Cavaleiros medianos, como os Santos de Prata, podem se mover a velocidades entre mach 2 e mach 5. Já os cavaleiros mais poderosos de todos, como os Santos de Ouro, entretanto, alcançam a maior velocidade que se pode atingir no Universo: a velocidade da luz. Dado que essa velocidade vale 300 milhões de metros por segundo, tais Cavaleiros podem desferir cem milhões de golpes por segundo. Com isso pode-se perceber o abismo que separa os Cavaleiros mais poderosos dos mais modestos.

A energia cósmica que aparece em Saint Seiya é a mesma que aparece nas culturas orientais como a energia Ki. Até mesmo sua representação visual é a mesma: uma aura mística que brilha e flui como fogo, sendo que mais suave e consistente. Quanto mais energia manifestada, maior a aura, que só pode ser vista e sentida por pessoas de grande espiritualidade.

O poder nato dos deuses reencarnados e dos Cavaleiros vêm da sua associação com uma entidade superior, que os protegem, guiam e moldam seu próprio ser, definem sua natureza. No caso dos deuses encarnados, essas entidades são seus próprios espíritos divinos. No caso dos Cavaleiros, são as criaturas mitológicas representadas pelas constelações dos Santos, oceanos dos Marinheiros e Estrelas do Mal dos Espectros. A imagem dessas entidades surge nas suas auras incandescentes.

A capacidade de manipular a energia do microcosmo (o cosmo interior) e do macrocosmo (o cosmo exterior ou o Universo) nasce do sétimo sentido. Além dos cinco sentidos que todos conhecem, existe um sexto sentido, o sentido parapsíquico, um sétimo sentido, o sentido cósmico e um oitavo sentido, o sentido absoluto. Os cavaleiros costumam ter todos os sentidos aguçados, de forma que não apenas têm maior sensibilidade e percepção ao ambiente como também são capazes de usar poderes sobre-humanos. Dentre esses poderes está não apenas o do cosmo mas também a telepatia, a telecinésia, o teleporte etc. que surgem do sexto sentido, e a própria imortalidade, alcançada através do oitavo sentido. Na verdade, a velocidade e o poder de destruição dos Cavaleiros depende do nível de despertar do seu sétimo sentido, que é pleno para Cavaleiros como os Santos de Ouro. Pode-se dizer que o sexto sentido dá poder sobre a matéria, o sétimo, sobre a energia, e o oitavo, sobre a própria existência individual, que derrota a morte.


As armaduras Sagradas

As armaduras sagradas, em sua forma original, são estatuetas metálicas que incorporam o poder e a forma da entidade guardiã do seu dono e que se desmontam para proteger seu corpo. O espírito e a força de um Cavaleiro devem vibrar junto com sua armadura; na falta de espírito de luta, a armadura não passa de uma proteção pesada. Quanto mais o cosmo do usuário queimar, mais leve será a armadura.

Como criaturas vivas, as armaduras sagradas regeneram as partes danificadas por si próprias. Porém, sendo o ferimento sério, ficam rachadas e fracas, despedaçando-se com facilidade e correndo risco de vida.

Uma armadura sagrada gravemente ferida pode ser restaurada por um ferreiro com pó estelar Gamanion e instrumentos Oriharukon. Se estiver morta, só pode ser revivida com ¼ do sangue de um Cavaleiro ou Deus. A armadura revivida incorpora parte do poder do "doador".

As armaduras sagradas são guardadas e transportadas dentro de urnas especiais repletas de decorações e desenhos em alto relevo. Para abrir um desses cofres, puxa-se a alça da corrente que mantém unidos seus lados. Ainda que qualquer um possa abrir uma urna de armadura sagrada, apenas um Cavaleiro merecedor pode vesti-la. Geralmente apenas o dono o pode, mas, em circunstâncias especiais, a armadura pode aceitar ou até escolher um outro usuário.


A deusa Atena

Desde a Era Mitológica, Atena enfrenta seus inimigos com o Escudo da Justiça, capaz de repelir qualquer ataque, e Nice, a deusa que preside a vitória, que conserva na mão direita. Nice continua sempre na mão direita da deusa, porém hoje na forma de um báculo dourado. Atena guarda as suas armas com seu Traje Divino, que assemelha-se à Atena Pormaco-nicéfora (defensiva/vitoriosa) que Fídias ergueu no Partenão da Acrópole de Atenas, o ponto mais alto da capital grega. Nessa estátua, Atena carrega um escudo com uma serpente em alto relevo e Nice em sua forma de anjo. Essa estátua encontra-se atrás do Templo de Atena, situado no cume de uma elevação da Acrópole, a montanha que cerca a cidade de Atenas, a capital grega.


Os Santos e Seus Trajes

Cada Santo está sob a proteção de uma constelação. Por isso, há tantos Santos quanto constelações no céu. São 29 no céu do hemisfério Norte e 47 no céu do hemisfério Sul. Ainda podemos acrescentar aquelas que estão no rastro do Sol, as 12 constelações do Zodíaco. Elas têm características que não se observam nas outras. E somente esses 12 Santos têm a honra e o direito de vestir um Traje de Ouro.

Desde a Antigüidade os Santos têm protegido Atena e defendido a justiça. Um Traje só pode ser usado em defesa da justiça, jamais por benefício próprio. Aquele que desobedecer essa regra e abusar do esplendor do Traje será executado.

Os Trajes de Bronze são compostos apenas por máscara, peito (com ombros), braços, cintura, joelhos e, em alguns casos, tornozelos, e congelam a –150 graus Celsius; os Trajes de Prata, por sua vez, cobrem mais partes do corpo, como as pernas, e congelam a –200oC; e, finalmente, os Trajes de Ouro são armaduras completas (de corpo inteiro) e só congelam na menor temperatura existente, –273oC, o zero absoluto.

O destino de cada pessoa está sob a influência das estrelas. Os Santos vivem sob a proteção das constelações. Para eles, isso é ainda mais importante. Sempre que um Santo está diante da morte, suas estrelas protetoras aparecem para que os deuses lhe dêem a força que falta. Além disso, seus pontos vitais estão arranjados exatamente como as estrelas de sua constelação. Atingir os pontos vitais de uma pessoa pode destruí-la ou curá-la.

A união dos cosmos de três Santos de Ouro é capaz de causar uma explosão equivalente ao Big Bang. Esse golpe é chamado Exclamação de Atena, podendo até consumir a vida dos Santos que o aplicarem. Por essa razão, essa técnica foi proibida pela deusa.

Mencionamos que os Santos de Ouro são guiados por cada uma das 12 constelações situadas dentro da Eclíptica, a linha imaginária que representa o curso do Sol no céu. Os Trajes de Ouro vêm armazenando energia solar há milênios. Por conseguinte, a união dos 12 Traje de Ouro aos Cosmos dos 12 Santos de Ouro pode produzir um pequeno sol.

Desde a primeira encarnação de Atena, não é permitida a entrada de mulheres no mundo dos Santos. Portanto, para fazê-lo, uma mulher deve renunciar à sua feminilidade, e o símbolo dessa renúncia é uma máscara. Para uma Santa, ter seu rosto visto é ainda mais humilhante que ter visto seu corpo nu. Se um homem vir o rosto de uma Santa, esta deverá ser digna do seu amor ou, do contrário, tirar-lhe a vida. O campo de treinamento das garotas é isolado por cercas.


O Santuário de Atena

O Santuário de Atena situa-se numa área de difícil acesso da Acrópole. Seus limites são guardados por lutadores comuns para manter sua existência secreta. Homens como esses também guardam a entrada do Templo de Atena.

Existem 12 templos precedendo o Templo de Atena, e são guardados pelos 12 Santos de Ouro. Esses templos são chamados de Casas do Zodíaco (kyuu), pois recebem os nomes de cada um dos signos do zodíaco (‘caminho dos animais’), correspondentes a cada uma das 12 constelações guias dos Santos de Ouro: Áries (Carneiro), Touro, Gêmeos, Câncer (Caranguejo), Leão, Virgem, Libra (Balança), Escorpião, Sagitário (Arqueiro), Capricórnio (Bode), Aquário e Peixes. Nesse território, é impossível usar teleporte, de modo que o único caminho são as enormes escadarias que ligam um templo ao outro.

O maior de todos os 88 Santos de Atena recebe o encargo de proteger Atena diretamente no seu templo e transmitir suas ordens aos Santos, sob o título de Papa (kyou-kou, literalmente ‘imperador da religião’).

Para conquistar um Traje guardada no Santuário e adquirir título de Santo de Atena pelo Papa, é necessário sair-se vencedor de uma disputa realizada num coliseu em ruínas. Os demais Trajes estão espalhados pelo mundo. As disputas sempre envolvem centenas de lutadores, mas apenas os predestinados podem ganhar um Traje.

No Santuário de Atena existe uma enorme elevação de dificílimo acesso chamada Pico Estelar. É tão elevado que diz-se ser o ponto da Terra mais próximo do firmamento. Há muito foi erguido no seu cume um templo destinado à previsão do destino da humanidade pelo Papa. Por isso, é proibida a escalada desse pico.

No Cabo Sunion, sob um templo dedicado a Possêidon, Atena construiu uma cela abaixo do nível do mar, sendo coberto por ele durante a maré cheia. Nessa cela, confinava seus prisioneiros, para que arrependessem-se dos seus pecados.


O imperador dos oceanos Possêidon

O imperador dos oceanos sempre carrega seu tridente dourado. Seu poder divino lhe dá a manipulação de toda a água da Terra. Assim, pode derreter as calotas polares e provocar tempestades e maremotos. Com a imensa inundação resultante desse processo de 30 dias, a Humanidade seria varrida da Terra. Para que não sobrem vestígios, a água permaneceria cobrindo o mundo por 150 dias, quando seria tragada para dentro do pilar central do Santuário de Possêidon, e a utopia governada pelo imperador dos oceanos teria início.

Possêidon sempre reencarna num membro da família grega Solo, os maiores comerciantes marítimos do mundo.


Os Marinheiros e Suas Escamas

O poder dos Marinheiros comuns corresponde ao dos Santos de Bronze. A mensageira Tritônida, por outro lado, possui poder comparável àquele dos Santos de Prata. Os sete Marinheiros de poder correspondente ao dos Santos de Ouro são chamados de Generais (sho-guns). São eles: Cavalo Marinho, Cila, Dragão Marinho, Sirene, Crisaor, Kraken e Límnade. Esses são encarregados da guarda de cada um dos pilares humanos correspondentes aos sete mares.


O Santuário de Possêidon

O Santuário de Possêidon situa-se sob o mais profundo ponto do oceano. Possui oito céus que correspondem ao mar Mediterrâneo - o centro desse santuário - e aos demais sete mares: Pacífico Norte, Pacífico Sul, Atlântico Norte, Atlântico Sul, Índico, Ártico e Antártico. Esses céus são sustentados cada qual por um dos Pilares Mamutes (Mammoth Pillars). Neles foram sido afogadas pessoas para torná-los imunes a milhares de ataques dos 12 Santos de Ouro.

O pilar central situa-se atrás do Templo de Possêidon e é chamado de Arrimo Principal (Main Breadwinner - também é o nome da fossa que divide o Oceano Atlântico em duas placas tectônicas). Dizem que nesse pilar será afogada uma bela mulher. Já os pilares humanos dos sete mares são guardados pelos sete Generais.


O Senhor dos Mortos Hades

Hades detém como armas sua espada dourada e seu elmo de invisibilidade. Possui o poder de alinhar o Sol, a Lua e os nove planetas para criar o Grande Eclipse. A eterna falta de luz acarretará na morte de toda a vida na face da Terra. O verdadeiro corpo do senhor dos mortos está adormecido desde a Era Mitológica no Templo de Hades. Se esse corpo vier a morrer, todo o Submundo desabará.


Os Espectros e Seus Suplícios

Hades é defendido por um grupo de lutadores mortos-vivos chamado Espectros (Spectres), que trajam as Suplícios (Suplice), as quais representam criaturas sombrias. Cada Espectro corresponde a uma das 108 Estrelas Diabólicas (Ma-sei), que nascem ao ser ressuscitado. Após o surgimento de todas as Estrelas Diabólicas no céu, Hades recupera seu poder.

O poder dos Santos Espectros é comparável ao dos Santos de Ouro, sendo os Suplícios armaduras completos como os Trajes de Ouro. Três Santos Espectros - Minos, Éaco e Radamante - sobressaem-se entre os demais por possuir poder fora de série. Como os três reis míticos, são os juizes dos mortos, e dividem os Espectros em três legiões.


O Santuário de Hades

O Santuário de Hades é o próprio Submundo (também chamado de Hades). Para um ser vivente descer ao Submundo sem morrer, deve despertar seu oitavo sentido, elevando seu espírito acima da morte.


O Inferno

O Inferno se divide em prisões, por suas vezes divididas em vales. Cada vale oferece um tipo de punição. Descrição do Inferno

Chegando à entrada do Submundo, encontrará o seguinte aviso: "Aquele que aqui entrar, não tenha esperanças de retornar". Após a entrada está a margem rio Estige (San-zu no Kawa), onde as pessoas que não fizeram nada de bom nem nada de mal se contorcem de dor, não merecendo nem Paraíso (Eliseu) nem Inferno. É através do rio Estige que se chega ao Prédio do Julgamento, na 1a. Prisão. Para realizar a travessia é preciso pagar pedágio ao barqueiro Carontede Aqueronte, o condutor da gôndola. Deve-se cuidar para não cair no rio; suas águas possuem a propriedade de engolir quem nelas entra.

O Prédio do Julgamento é presidido pelo Barão de Runas, cujo assistente se chama Marukino. Nesse local, é proibido fazer barulho. O Barão de Runas é encarregado de julgar os mortos, lendo seus atos no Grande Livro. Cada pecado determina um castigo apropriado no Inferno. Contudo, aqueles livres do pecado são recompensados com a eterna estada no Eliseu.

Na 8.a Prisão encontra-se a Giudeca, sala onde Hades comanda seus defensores. Atrás do trono do senhor dos mortos encontra-se o Muro das Lamentações, que esconde o túnel interdimensional que liga o Inferno ao Eliseu. Para abrir um portal para o túnel, é necessário iluminar o muro com luz solar, um feito divino que dentre os mortais apenas os 12 Santos de Ouro com seus respectivas Trajes de Ouro podem conseguir. Além disso, a falta de pressão na interdimensão é capaz de causar a explosão de qualquer corpo que não tiver proteção divina.


O Eliseu

Eliseu é a designação de um distante plano de existência para onde são mandadas as almas dos bem-aventurados. Nessa dimensão, é proibido cometer assassinatos.

No Eliseu encontram-se os templos de Hades e dos seus aliados, os deuses gêmeos Tânato, o Mestre da Morte, e Hipno, o Mestre do Sono. Estes possuem cada qual uma estrela na fronte e olhos e cabelos brilhantes, sendo os de Tânato dourados e os de Hipno prateados. Tânato lança bolas de energia explosiva, as quais cria em qualquer lugar; seu golpe é a Terrível Providência. Hipno, por sua vez, lança ondas de energia; seu golpe é o Sono Eterno.

O Templo de Hades possui uma torre com estátua de anjo errante no topo. No seu interior está o ataúde onde dorme o verdadeiro corpo do senhor dos mortos e suas armas. No Templo de Hades também encontra-se um jarro sagrado que drena o sangue de quem for posto dentro. É tão sólido que nem os raios de Zeus são capazes de destruí-lo.


Saint Seiya: © Masami Kurumada / Shueisha - Toei Company